Professor acredita que a forma de ensino e avaliação precisam ter diferenciais para preparar estudantes para o mundo do trabalho

O diferencial da Escola Estadual Waldemir Barros da Silva, em Campo Grande (MS), é buscar a qualidade na educação profissional de tecnologia e informática, considerando, também, o ambiente em que os estudantes irão atuar. É o que pensa Arisvaldo Rodrigues, professor e coordenador técnico, que destaca o trabalho em conjunto pela formação e inserção produtiva digna dos estudantes: “Nossa escola sempre faz parcerias com empresas e instituições de ensino superior públicas e privadas, que oferecem cursos para que os alunos possam seguir".
Essas parcerias estão presentes em eventos escolares, como a Feira Científica, Cultural, Artística e Tecnológica (FECCAT) em que estudantes apresentam projetos que desenvolveram ao longo do ano. “As empresas sempre ficam impressionadas com a capacidade de estudantes de nível médio de desenvolver os projetos da feira”, afirma o professor.
Arisvaldo também ressalta que a forma de avaliação em uma educação que prepara para o mundo do trabalho é diferenciada. Ela inclui análise de atividades, trabalho em equipe, apresentação de protótipos, pesquisa, texto, entre outros. Para a escola, é fundamental a maneira que o aluno interpreta o aprendizado, processa e utiliza as informações ensinadas em aula. A recuperação, quando necessária, é aplicada paralelamente aos estudos regulares, a partir de atividades complementares para suprir as lacunas de aprendizado dos alunos. Desta forma, eles podem continuar aprendendo no ritmo da sala de aula, sem perder informações importantes.
“Tudo que passamos para o estudante entra na avaliação. Então, o formato tradicional de prova acaba sendo dispensado”, diz o professor. “O desempenho dele como um todo é o que interessa. A produção do aluno é a expressão do que ele conseguiu absorver de conhecimento”.
(Depoimento dado à equipe do Itaú Educação e Trabalho em agosto de 2022)
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