Estudante do curso técnico em Cuidador de Idosos reforça a importância de qualificação na área

Cleonice Bezerra dos Santos é professora e, atualmente, está fora da sala de aula. Em busca de ampliar sua formação profissional e testar outros caminhos, decidiu ingressar no curso técnico de Cuidador de Idosos do Instituto de Educação Rui Barbosa (IERB), em Aracaju (SE). “Estou amando o curso. Aprendemos sobre muitos paradigmas que precisam ser quebrados, porque, hoje, a sociedade ainda não tem um olhar voltado para o idoso”, afirma.
Ela conta que sempre teve afinidade com a área do cuidado, tanto com os próprios filhos quanto com pacientes em ambiente hospitalar. Esse interesse fez com que se identificasse imediatamente com o curso técnico quando conheceu a formação. “Durante a pandemia da Covid-19, fui contratada para cuidar de um idoso. Coordenei uma equipe de cuidadores em diferentes turnos, da manhã até a noite. Fui aperfeiçoando minhas habilidades no cuidado com a terceira idade, mas ainda não sabia que existia um curso técnico voltado para essa função. Eu praticava sem saber”, relembra.
Segundo Cleonice, a formação ampliou sua compreensão sobre a profissão. “Aprendi que o trabalho do cuidador de idosos não se limita apenas a dar banho ou alimentação. Vai muito além. Também envolve o cuidado emocional, o acolhimento e a atenção ao psicológico desse idoso.”
Para ela, o curso tem sido fundamental para o aperfeiçoamento profissional e para a valorização da área. A formação integra um dos segmentos da chamada economia prateada, conjunto de atividades voltadas às demandas da população idosa e considerada uma das economias do futuro, com potencial para ampliar as oportunidades de inserção profissional “O curso técnico é importante porque capacita jovens e adultos”, afirma. “Isso será cada vez mais necessário, porque, futuramente, a sociedade vai precisar de mais pessoas preparadas para esse cuidado”.
Cleonice também incentiva outras pessoas a investirem em educação, independentemente da idade. “Quando nos inserimos na educação, aprendemos cada vez mais. O ensino é para todos.”
(Depoimento dado à equipe do Itaú Educação e Trabalho em outubro de 2022)
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