Institucional

Quem somos

Somos parte da Fundação Itaú para Educação e Cultura e acreditamos que a educação é um vetor fundamental para a conquista da cidadania plena e para o desenvolvimento social, político, econômico e cultural da Nação.

Por isso, em parceria com entidades civis e o poder público, há mais de uma década apoiamos e incentivamos a implementação de políticas públicas que contribuam para a melhoria da qualidade da educação, com foco, sobretudo, na formação para o mundo do trabalho.  

A Constituição Federal, em seu artigo 205, estabelece a qualificação para o trabalho como um dos objetivos da educação básica. No entanto, ainda existe uma dissociação entre a educação e o mundo do trabalho na formação de nível médio, e esse fato condena milhões de jovens a terminarem esta etapa pouco preparados.

Ainda hoje, o Brasil não dispõe de uma política nacional para as juventudes que estabeleça ações articuladas e que proporcione oportunidades de formação profissional para todos. Tampouco promove uma educação de qualidade que possibilite o prosseguimento dos estudos.

O Ensino Médio representa a última política pública universal de educação para a juventude. Em 2019, o percentual de jovens matriculados na escola foi de 92,5 %, ou seja, 7,5 % nessa faixa etária estão fora da escola. Já o percentual de estudantes de 15 a 17 matriculados no Ensino Médio foi de 71,1 %, ou seja, 28,9 % dos jovens dessa faixa etária estão fora da escola e não vislumbram perspectivas de continuidade dos estudos, sequer uma inserção de qualidade no mundo do trabalho. A maioria acaba entrando na estatística do desemprego.

No nosso entendimento, esse cenário representa milhões de jovens abandonados à própria sorte. É uma condição ruim para o País, um enorme desperdício da inteligência, criatividade e força de mudança por falta de oportunidade. Que país teríamos se nossa juventude tivesse a chance de desenvolver-se intelectual e profissionalmente? Que Brasil podemos construir se garantirmos aos jovens o pleno desenvolvimento da pessoa, o preparo para exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho?

Vivemos atualmente o ápice populacional da curva da juventude, nunca mais o País terá o mesmo número de jovens, o que sem dúvida é uma oportunidade única. Hoje são 47,2 milhões de jovens, que representam 23% da população; nos próximos dois anos, a pirâmide etária começa a diminuir e a população, a envelhecer.

Com a reforma do ensino médio instituída pela Lei 13.415/17, a educação profissional e tecnológica passou a integrar a educação básica de nível médio. Isso representa uma etapa da formação do jovem, uma oportunidade de articular saberes em contextos diversos e de promover aprendizagens que dialoguem com seus interesses, que os estimulem a permanecer na escola, e a seguir aprendendo ao longo da vida para conquistar seus projetos pessoais e profissionais.

Estudo desenvolvido pelo IBGE com base na PNAD de 2014 mostra que profissionais formados em cursos técnicos têm um acréscimo, em média, de 18% na renda em relação a pessoas com perfis socioeconômicos semelhantes que concluíram apenas o Ensino Médio regular.

No Brasil, o número de matrículas da educação profissional e tecnológica representa 11% em relação à rede tradicional, enquanto nos países da OCDE este número aumenta, em média, 42%.

Compreendemos que, para gerar mudanças em um cenário complexo, é importante que os atores envolvidos tenham uma atuação conjunta – setor produtivo, poder público, pesquisadores, sociedade civil. Assim, atuamos junto com instituições como o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), Secretarias de Educação e de Desenvolvimento Econômico dos Estados, por meio de apoio técnico para viabilizar e aprimorar a oferta da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e a inserção digna no mundo do trabalho.  

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