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“Saí mais preparada para o mundo do trabalho após fazer o ensino médio integrado ao técnico”

Novos retratos da EPT

Estudante egressa do curso técnico de Petróleo e Gás decidiu seguir a área de atuação e estudo no ensino superior

Ana Virginia Guimarães, de 18 anos, é moradora de Japaratuba, um polo de produção de petróleo em Sergipe. A vocação produtiva do lugar onde vive foi uma oportunidade para ela ingressar no curso técnico de Petróleo e Gás no Centro de Educação Profissional (CEEP) Governador Marcelo Deda Chagas, em Carmópolis (SE). “Quando fui me inscrever na escola, tinha duas opções de curso técnico: Petróleo e Gás e Segurança do Trabalho, acabei escolhendo o que tinha mais a ver comigo, mais para exatas. Simplesmente me encantei com o curso, então quando fui escolher pelo SISU que curso eu queria para o ensino superior, segui na mesma área. Isso facilitou tudo.” Hoje, Ana é graduanda de Engenharia Química na Universidade Federal de Sergipe (UFS). “Saí mais preparada para o mundo do trabalho após fazer o ensino médio junto ao ensino técnico.”

Devido à pandemia de covid-19, Ana fez o segundo ano e boa parte do terceiro do ensino médio integrado ao técnico no formato EAD (Educação a Distância), mas acredita que, por ter bons professores, o aprendizado não foi prejudicado. “Tivemos um tempo de adaptação, com aulas on-line, o que era algo novo,” conta.

O ensino a distância precisou ser reconfigurado para garantir uma experiência adequada para os alunos.  “Os professores que tive sempre tentavam trazer para a sala de aula o mais novo, o mais atual e mais tecnológico da área, nos dando a melhor base para ser um bom profissional.”

Além de universitária, Ana também é jovem aprendiz do Programa Petrobras Jovem Aprendiz (PPJA), programa da Petrobras desenvolvido pelo SENAI, oportunidade valorizada por ela em sua jornada profissional. “Além do curso profissionalizante, foi uma das melhores coisas que fiz,” afirma. “Tenho mais credibilidade e experiência para entrar no mundo do trabalho.”

Ana Virginia mora com a mãe, e lembra que ela sempre foi uma referência e grande apoio nos seus estudos, especialmente durante o EAD. É uma das únicas da sua família a chegar ao ensino superior, e atribui isso à sua formação. “Dizem que é muito difícil entrar numa universidade, mas difícil mesmo é sair,” diz. “Meu objetivo agora é me formar. A faculdade é outro mundo em que outras portas vão ser abertas. Nem tudo vai dar 100% certo, mas não desistindo e continuando a tentar, as coisas vão entrando no eixo.”

A desigualdade de gênero na sua área, para ela, nunca foi um impedimento, por ter tido muitas mulheres como exemplos atuando no setor, como suas professoras no CEEP, cujas formações extensas sempre geraram admiração.  “Já ouvi que seria muito difícil para mim trabalhar nessa área por ser mulher,” relembra. “Mas isso nunca foi um empecilho, eu nunca desanimei com esse tipo de comentário.”

Por tudo isso, Ana Virgínia não esconde o orgulho em seguir numa carreira que começou nas salas do curso técnico.  “Recomendaria o ensino médio integrado ao técnico. Você vai abrir mão de bastante tempo, mas no final vai valer a pena para ter os dois certificados”, comenta. “Você pode entrar numa faculdade como eu entrei ou seguir para o mundo do trabalho. Nunca é o fim da linha.”

(Depoimento dado à equipe do Itaú Educação e Trabalho em agosto de 2022)

 

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