Pernambuco, Sergipe e Pará têm ofertas alinhadas aos segmentos e cadeias locais, o que contribui para a empregabilidade juvenil

O novo Plano Nacional de Educação – PNE (Lei 15.388), sancionado em meados de abril de 2026, define como essencial o fortalecimento da oferta de formação técnica conectada com o ensino médio e com o mundo do trabalho.
Na nova lei, válida até 2036, há um direcionamento claro para os estados alinharem os cursos técnicos às demandas econômicas locais e regionais, aos Arranjos Produtivos Locais (APLs) e às necessidades de setores estratégicos, a fim de evitar a oferta de cursos desconectados da característica dos territórios, que não contribuam com a inserção produtiva efetiva das juventudes.
Os APLs são concentrações de empresas, trabalhadores e instituições de um mesmo setor econômico em um território, que compartilham atividades, conhecimentos e demandas produtivas. A identificação, o mapeamento e a consulta aos APLs nos estados contribui para subsidiar melhor a escolha, pelos gestores, dos cursos técnicos de nível médio que serão ofertados pelas secretarias de educação. A consulta às APLs é importante pelas seguintes razões:
Na prática, considerar os APLs na escolha dos cursos permite aos gestores alinhar educação, trabalho e desenvolvimento e evita a oferta de cursos técnicos distantes da realidade e que formarão jovens para vagas que não estão disponíveis no território.
Em Pernambuco, esse olhar para os APLs foi fundamental para a criação do currículo referencial do curso técnico de sistemas de energia renovável, que prepara estudantes para atuar em diferentes etapas da cadeia de energias limpas, como solar e eólica, presentes na atuação de várias empresas na região Nordeste.
Em Sergipe, a consulta aos APLs permitiu identificar o polo de confecção do estado, composto por vários empresários, o que contribuiu para a elaboração do curso técnico em modelagem do vestuário e refletiu a realidade produtiva do Polo de Moda da cidade de Itabaianinha.
No Pará, o estudo da cadeia do açaí, bem presente no estado, levou à concepção do currículo do curso técnico na cadeia produtiva do açaí (AçaíTEC), que tem o potencial de inserir famílias inteiras na produção e comercialização do fruto.
Gestores de todo o país podem ainda verificar os APLs em potencial por meio da consulta a uma ferramenta on-line interativa de identificação e mapeamento de especializações produtivas no Brasil. Para acessá-la, clique aqui.