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Edital Educação e Trabalho anuncia selecionados da edição de 2026

Prêmios

Foram inscritos mais de 300 projetos e 20 selecionados, os quais receberão premiação de até R$ 80 mil 

Legenda: Cerca de 20 convidados pelo Itaú Educação e Trabalho escolheram os vencedores do edital Educação e Trabalho
 

Os projetos selecionados pelo edital Educação e Trabalho 2026 – Escola e Território foram divulgados e vêm de todas as regiões do país. O edital é uma iniciativa  do Itaú Educação e Trabalho, voltada ao fortalecimento da aprendizagem integral dos estudantes com Educação Profissional e Tecnológica (EPT) em todo o Brasil. O programa tem como propósito valorizar iniciativas que fortalecem as trajetórias educativas e profissionais dos jovens, em diálogo com as demandas e potencialidades dos territórios.

Foram inscritos mais de 300 projetos voltados à formação integral de estudantes de escolas públicas, considerando a EPT de nível médio, a educação integral articulada à EPT e a EJATEC. O edital escolheu 20 projetos divididos em duas modalidades: 1. Reconhecimento, voltada a práticas já realizadas no país e concluídas até dezembro de 2025, com premiação de R$ 10 mil; e 2. Fomento, destinada a novas propostas, com apoio financeiro de até R$ 80 mil para execução. As temáticas estavam divididas em nove categorias, incluindo inclusão produtiva, formação para o mundo do trabalho, experiências docentes, foco na educação integral, entre outros.

Saiba quais são os 20 projetos selecionados:

 

Projetos de fomento:

●       Tecnologias e valorização de territórios, de Ana Fernandes, do Amazonas. Oficina formativa tendo como público-alvo jovens indígenas interessados no uso consciente das novas tecnologias.

●       Vozes que transformam, de Debora Zuchetto Emerich, do Paraná. Une a escola ao território para incluir alunos imigrantes. A iniciativa promove a formação integral e prepara para o mundo do trabalho ao capacitar futuros professores na criação de materiais digitais e gratuitos (open source).

●       Verdão Conecta: Agência Júnior Escola-Território, de Deivyd Barros de Sousa, de São Paulo. Em formato de simulação de estágio corporativo e operada por estudantes do Ensino Médio com Habilitação Técnica em Desenvolvimento de Sistemas e em Administração, os alunos prestam consultoria gratuita e supervisionada aos microempreendedores e pequenos comércios, majoritariamente informais, do entorno da escola.

●       STEAM, Inclusão para Estudantes PcD e Indígenas, de Fábio da Silva, de Amazonas. Desenvolvimento de oficinas e ações interdisciplinares utilizando a abordagem STEAM em parceria com o Instituto Federal do Amazonas (IFAM), onde serão produzidos materiais didáticos inclusivos e acessíveis, que serão sistematizados em um acervo pedagógico permanente da instituição.

●       Fênix Escola e Território: Trilhas de Inclusão, do Instituto Fênix, de Pernambuco. Implantação de uma trilha piloto de inclusão produtiva em parceria com escolas públicas, oferecendo formação complementar em projeto de vida, competências socioemocionais, empregabilidade, empreendedorismo e tecnologia básica para jovens estudantes.

●       Rota Conecta Janela, do Instituto Janela Para o Mundo, de São Paulo. Tecnologia social itinerante que leva infraestrutura digital e qualificação profissionalizante às escolas públicas dos povoados rurais de Gentio do Ouro (BA), historicamente excluídos de laboratórios fixos de informática devido à dispersão territorial do semiárido.

●       LIPE: Caminhos de Inovação e Tecnologia na EPT, de João Paulo Santos da Silva, da Paraíba. Integra formação científica, preparação para Olimpíadas do Conhecimento, oficinas STEAM, cultura maker e tecnologias digitais, articuladas às competências da Educação Profissional e Tecnológica para estudantes do ensino médio integrado ao técnico de escolas públicas do semiárido paraibano.

●       Semeando Futuros no Semiárido Baiano, de José Vieira da Silva Junior, da Bahia. Visa fortalecer a formação dos estudantes do Curso Técnico em Meio Ambiente por meio da integração entre educação, território e mundo do trabalho. Serão desenvolvidos projetos ambientais e soluções sustentáveis para a realidade local.

●       Do Cinza ao Verde, de Maciano Vasconcelos, da Paraíba. Articula sustentabilidade, tecnologia e agricultura familiar na ECIT José Leite de Souza, em Monteiro (PB). Desenvolvido a partir da demanda de estudantes do Curso Técnico em Informática, conecta o cultivo de Palma Gigante ao controle biológico da cochonilha-do-cármem — praga que já causou R$ 150 milhões em prejuízos no semiárido — por meio de um sistema web de monitoramento criado pelos próprios alunos.

●       Escola, Território e Inovação para a Economia Azul, de Marcus Gomes Medeiros de Macedo, do Rio Grande do Norte. Visa fortalecer a EPT no IFRN Campus Macau por meio da integração dos laboratórios de Navegação, Máquinas Marítimas, Instalações Elétricas e Hidráulicas de Embarcações e Salvatagem, com aquisição de equipamentos, ferramentas e adequações físicas dos laboratórios para ampliar as atividades práticas e interdisciplinares.

●       "Mulheres Pankararu… Inovação no Território", de Maria das Dores da Conceição Pereira do Prado Pankararu, de Pernambuco. Foco na formação de 40 jovens indígenas Pankararu, prioritariamente mulheres, articulando saberes tradicionais e formação para o mundo do trabalho por meio de empreendedorismo, tecnologias digitais, economia solidária, valorização cultural e fortalecimento do protagonismo feminino.

●       Laboratório Escola-Fronteira – Oiapoque (AP), de Yande - Inteligência Territorial, Inovação e Sustentabilidade Ltda, do Amapá. Em equipes interdisciplinares, os estudantes cumprem quatro etapas: compreender o território, investigar desafios reais, desenvolver soluções e planos de negócios e apresentar publicamente os resultados.

 

Projetos de reconhecimento:

●       Seminário Integrado de Educação Profissional - SIEP, da Casa Familiar Agroflorestal do Baixo Sul da Bahia, da Bahia. Por meio da Pedagogia da Alternância, estudantes de comunidades rurais, quilombolas e ribeirinhas investigam desafios reais do Baixo Sul da Bahia e elaboram soluções ligadas à agricultura familiar, inclusão social, inovação e desenvolvimento sustentável. Em times, realizam atividades articulando conhecimentos científicos e saberes comunitários.

●       Promoção da Inovação e Pesquisa na EPT, de Fabio Scaramussa, do Espírito Santo. As ações integraram estudantes, docentes e parceiros em desafios reais de Vargem Alta, com metodologias ativas, investigação científica, prototipagem, oficinas, campo e divulgação científica. O projeto também fortaleceu robótica, incubadora, competências técnicas, digitais e socioemocionais, gerando soluções sustentáveis e replicáveis.

●       Dos resíduos aos recursos, de Gustavo Santos Bezerra, de Pernambuco. Quilombo do Caroá, na zona rural de Carnaíba/PE, possui três casas de farinha que geram renda para a comunidade, mas produzem os resíduos manipueira e cascas de mandioca, que apresentam potencial tóxico devido à presença de ácido cianídrico (HCN). Diante desse desafio, o projeto envolveu estudantes do curso Técnico em Redes de Computadores na busca por soluções sustentáveis para esses resíduos.

●       Vire a Página: Leitura, Escrita e (Trans)formação, de Hérica Maria Saraiva Melo, do Piauí. Promove a leitura e a escrita como práticas de formação humana, desenvolvimento socioemocional e protagonismo estudantil entre estudantes da EPT, especialmente em situação de vulnerabilidade.

●       Ilhabela Tech, do Instituto Joga Junto Mutant, de São Paulo. O projeto une formação técnica, competências socioemocionais, squads, mentorias, palestras e GameDay com desafios reais do território. A iniciativa enfrenta o isolamento e a dependência do turismo, amplia oportunidades profissionais, certifica participantes, aproxima alunos do mercado e fortalece o ecossistema local de tecnologia, empregabilidade e desenvolvimento econômico.

Confira mais informações sobre os selecionados aqui.