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Fernão Bracher, educador
2019
Por Ana Cristina Cintra e Ana Inoue*

Fernão Bracher, que faleceu no último dia 11 de fevereiro, foi muito mais do que um banqueiro de sucesso, presidente do Banco Central e fundador do banco BBA. Foi, também, um grande apoiador da cultura; um plantador de florestas de madeira de lei para um futuro que não seria o seu - sempre soube que jamais veria a exuberância da floresta que plantava; um preservador do meio ambiente - há em sua fazenda uma grande área para tratamento e soltura de animais silvestres enviados pelo IBAMA; um cidadão pessoalmente comprometido com a preservação do patrimônio cultural, por meio do restauro da Fazenda Pinhal, aberta à visitação, e da atividade de pesquisa histórica lá desenvolvida.

Foi, principalmente, promotor da educação de qualidade, causa que defendeu com grande empenho, dedicação e entusiasmo nos últimos 20 anos. É desta vertente que vamos tratar neste artigo.

Fernão abraçou a causa da educação quando ainda era presidente do Itaú BBA. Nessa época, já acompanhava de perto as atividades do Instituto Acaia, ONG criada há mais de duas décadas pela família, no entorno do Ceagesp SP, com ação direta na área sócio-educativa, atendendo à população de duas favelas e de um conjunto residencial Cingapura na região da Vila Leopoldina.

No Itaú BBA, decidiu, como presidente, avaliar pessoalmente os projetos de educação apoiados pelo banco, buscando conhecê-los e entendê-los, com o objetivo de melhorar a ajuda a eles prestada. Sempre achava que se podia melhorar. Lia todos os relatórios, anotava suas dúvidas, grifava trechos importantes, enfim, dedicava-se profundamente a compreender a proposta de cada um.

Chamou gestores públicos para conversar e aprender com eles. Aproximou-se de escolas públicas, visitou estados e municípios com o objetivo simples de aprender. Em uma destas visitas, a um município do interior de Sergipe, fez tantas perguntas ao secretário de educação que, ao final, este brincou: "Doutor, o senhor faz mais perguntas que banca de tese!" Este seu "processo de aprendizagem" resultou em uma orientação clara para concentrar os investimentos da área social em educação básica pública, e não mais em projetos pulverizados.

Ao longo dos últimos 20 anos, Fernão Bracher fez de seu inconformismo com as desigualdades educacionais uma marca do seu trabalho junto ao investimento social do Itaú BBA, Instituto Acaia e dos três conselhos dos quais participava: Todos Pela Educação, Parceiros da Educação e Educação Compromisso de São Paulo.

A pergunta de sempre era: como podemos fazer melhor? Este era o seu mantra.

A preocupação com o acesso a uma educação de qualidade pela população mais pobre do país o levava a sempre questionar se estávamos com esse objetivo em mente: educação de qualidade para todos.

Acreditando ser fundamental o apoio às politicas públicas, concentrava sua atenção em duas grandes causas: oferecer melhores condições de trabalho para os professores, por meio de aumento de salário e formação de qualidade; e a formação dos jovens, pela melhora do ensino médio, ensino técnico e elaboração de políticas para o pós-médio, para a juventude.

Formulou precisamente a questão que queria ver respondida: se temos vagas nas universidades para apenas 17% dos jovens, o que oferecemos aos 83%? E isso o motivou para a batalha pela reforma do ensino médio, buscando trazer o ensino técnico para a pauta e pensar a articulação entre os ensinos médio, técnico e superior. Ele foi um ator decisivo nesse processo. Acompanhou de perto as movimentações em torno do tema: os projetos de lei, os substitutivos, a promulgação da lei, a Base Nacional Comum Curricular do ensino médio, a articulação com o CONSED e o apoio aos estados que solicitaram em tudo que fosse possível para que esta pauta avançasse.

Dizia: “É preciso desenvolver uma política para a juventude, criar alternativas para os jovens!" Queria um ensino técnico emancipatório, que levasse os jovens a terem escolha, horizontes, perspectivas de crescimento na vida.

No Acaia, o foco eram as pessoas da comunidade, sobre a realidade local. Trabalhou para que a Sabesp instalasse água e esgoto nas favelas, posicionou-se fortemente a favor da preservação das ZEIS - Zona Especial de Interesse Social, de forma que permanecessem fiéis à sua vocação de atender à população de baixa renda.

Esteve sempre presente no Instituto Acaia, acompanhava e exigia qualidade nos trabalhos, nos relatórios e instrumentos de avaliação. Por meio da presença constante, estabeleceu uma relação próxima com todos. Quando chegava, era sempre rodeado pelas crianças e gostava bastante de conversar com elas, saber o que pensavam. Fazia um acompanhamento rigoroso das avaliações dos alunos. Queria sempre saber o que estavam aprendendo, se de fato estavam aprendendo e, claro, como a avaliação era feita (“Como vocês sabem que eles aprenderam de verdade?” era a pergunta frequente). Questionava tudo e testava a solidez, inclusive da nossa vontade de fazer. Se fosse para fazer, tínhamos que querer com muita firmeza e estarmos dispostas a buscar melhorar permanentemente.

Sua preocupação central sempre foi com os alunos, com a aprendizagem. E também com os professores. Fernão foi um mestre, como define Mallarmé em um de seus poemas: aquele que nos guia na travessia das incertezas. Mais que apenas conduzir, Fernão nos questionava, testava a consistência das argumentações, a força do desejo e, então, convencido de que estávamos preparadas, fazia a travessia conosco.

Dizia que o conhecimento não pode ficar enclausurado, nem envaidecer, precisa ser compartilhado. Os mestres, portanto, precisam ser generosos e ter a crença de que o saber, posto à prova, se fortalece e se multiplica. Este era o Fernão.

Mais ainda. Embora mestre, Fernão não tinha o menor constrangimento em ser aprendiz. Colocava-se atento e disponível para o desconhecido, desejoso de ser convencido se estivesse equivocado.

Fernão tinha clareza sobre o que queria e discernimento para escolher os caminhos. Queria que a educação melhorasse, queria um mundo melhor, mas tinha que ser para todos. E trabalhou com firmeza para isso. Ele defendeu com dedicação a causa da educação, fez uma grande diferença, deixa um legado significativo e a inspiração para que possamos seguir.

*Ana Cristina Cintra, diretora do Instituto Acaia, e Ana Inoue, assessora de educação do Itaú BBA.
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Artigo publicado no perfil do LinkedIn da Ana Inoue em 13/03/2019.


O país é o que for seu povo2018
Por Fernão Bracher*

Nos dias que correm, constantemente somos lembrados que a Educação é importante e, logo depois, vem a observação de que no nosso país as notas que mostramos são bem menos boas do que gostaríamos.

Neste artigo procurarei mostrar que, apesar do nosso nível atual ser inaceitável, não é verdade que não tenhamos feito progressos, seja no campo material, seja no conceitual. No campo material, podemos citar avanços como a estruturação de um sistema de financiamento da educação básica (Fundeb), uma política nacional que assegura livros didáticos a todos os alunos (PNLD) e a ampliação da oferta de escolas para abrigar os nossos quase 49 milhões (!) de alunos matriculados de 4 a 17 anos. No campo conceitual, avançamos muito com a aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que dá clareza em relação às aprendizagens a que os alunos têm direito.

Os itens com razoável acordo, sem nos atermos à ordem hierárquica, são:

  1. Necessidade da atenção aos professores, seja na sua formação, seja na sua remuneração e nas condições de trabalho para a estrutura do ensino.

  1. Um sistema de avaliação abrangente e bem calibrado, que possibilite o monitoramento dos resultados por escola.

  1. A expansão das escolas de tempo integral, notadamente daquelas com um currículo integrado e professores de dedicação exclusiva.

  1. Um ensino médio pensado para todos os brasileiros e não só para atender os menos de 20% que irão para a universidade, como hoje ainda acontece.

  1. O aperfeiçoamento da gestão das escolas, com seleção de diretores a partir de critérios técnicos.

Nesses pontos deve haver continuidade e necessitamos da conscientização da sociedade, para demandar sua implantação.

Examinaremos cada item por si:

  1. O fulcro central da educação está na relação professor-aluno. Todo o resto é acessório, mais ou menos importante, mas acessório. Portanto é da maior importância a formação do professor, seja no conteúdo, seja na habilidade didática para ensinar esse conteúdo de forma que o aluno o aprenda. Temos aqui um trabalho enorme pela frente: a valorização da carreira do professor. Quem a procura? São os melhores alunos do ensino médio? São as maiores notas do Enem? Não, a profissão professor não é concorrida e com isso a nota de corte para entrar nos cursos de pedagogia é das mais baixas, portanto não são os estudantes com melhores notas que se encaminham para a docência. Mas, e uma vez no curso? Também aí uma decepção. A formação universitária favorece o estudo teórico, deixando para segundo plano a prática da sala de aula.

    Temos então uma dupla deficiência: no preparo com o qual os futuros professores entram nas respectivas faculdades e no ensino que lá recebem. Uma razão para essa situação de desprestígio certamente é a remuneração e o plano de carreira. No que concerne à compensação financeira, criou-se uma situação difícil: há um sentimento claro de que um reajuste deve ser feito. Ocorre que o problema é antigo, criado por dificuldades orçamentárias do Estado e pela falta de uma política salarial condizente com a importância da profissão de professor.

    O fulcro da educação está na relação entre professor e aluno. O resto, mais ou menos importante, é acessório

    O corpo docente, ao longo do tempo, reagiu negociando alternativas, vantagens para compensar essa falha. Um sem número de disposições foram criadas: faltas abonadas para compensar as perdas salariais, aposentadorias diferenciadas, escolha do local de trabalho atendendo a conveniências outras que não as da aprendizagem dos alunos e daí por diante. Infelizmente quase todas as medidas encontradas não atendem às necessidades do ensino e apenas visam compensar a deficiência salarial
  2. A batalha da avaliação é um ponto vencido. Temos já boas avaliações. O importante neste passo é a reflexão sobre o resultado das avaliações para criar incentivos a acertos e correção para erros.
  3. A escola de tempo integral também é um item que está ganhando consenso geral da sua importância. Há grandes vantagens: em primeiro lugar, na maioria dos Estados em que foram implantadas, as escolas de tempo integral foram acompanhadas por um aumento real no salário dos professores. Segundo, possibilitam que o professor se dedique a um único local de trabalho, evitando a correria entre dois ou mais empregos. Isso diminui o problema das faltas e também soluciona a questão de tempo e lugar para as aulas de recuperação.

    Em 2017 o Ministério da Educação lançou um programa de incentivo à implantação de escolas de tempo integral que teve adesão de todos os Estados. Além disso, o Sr. Marcos Magalhães, de Pernambuco, criou um modelo que dá interessante formulação para as atividades nas escolas de tempo integral, com resultados excelentes de desempenho dos alunos. Esse modelo e seus princípios já foram adotados em cerca de 55% da rede de ensino médio de Pernambuco, em mais de 360 escolas de tempo integral em São Paulo (as PEIs), e está sendo implantado em vários Estados da federação.
  4. O ensino médio está em fase de adaptação. O governo reconheceu (o que na maioria dos países já existe) a importância de que o aluno aos 17 anos, ao terminar o ensino médio, além ou ao lado do preparo para carreira universitária, tenha a opção de preparo profissional à sua escolha. Como o ensino médio é competência dos Estados, as nossas Secretarias Estaduais de Educação estão atualmente aguardando a homologação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio para adaptarem os seus currículos de tal forma a poder oferecer aos alunos aulas de formação profissional, além da formação acadêmica, como já ocorre hoje. Espera-se com isso proporcionar aos jovens uma melhor condição para se organizarem para dar sequência à vida pós ensino médio - seja para que possam trabalhar, seja para continuar estudando.
  5. No Estado de São Paulo foram promovidos concursos para diretores de escolas no segundo semestre do ano passado, nos quais foram exigidos conhecimentos técnicos de gestão, necessários à função de dirigir uma escola. Os aprovados terão três anos de estágio probatório, durante o qual receberão supervisão e um curso de formação, após o que, tendo bons resultados, assumirão uma escola. Infelizmente isso ainda não é uma realidade em vários Estados onde o diretor pode ser indicado, inclusive por motivos políticos. A importância desse item decorre de que, além de outros benefícios, espera-se que de uma boa escolha dos diretores decorra uma boa gestão. Agora o que falta é: fazer acontecer!

Um país é o que for o seu povo. Diante dessa realidade deveríamos retomar um conceito um pouco fora de moda pelo mau uso que dele foi feito: a ideia do patriotismo. Não há porque aceitarmos o 63º lugar no Pisa (2015), depois da Indonésia e Albânia entre outros. É nossa tarefa de brasileiros darmos aos nossos concidadãos o instrumental necessário para juntos levarmos o Brasil ao seu bom destino.

Esses são os pontos que chamei, no início deste artigo, de "pontos onde há um razoável consenso" e os quais deveremos estudar, aprofundar e desenvolver. Dar continuidade a eles é imperativo!

Isso feito poderemos esperar uma melhora substancial nos índices de medições dos nossos alunos. Evidentemente cada um dos itens acima se subdivide em inúmeras partes e detalhes. É trabalho que requer muita persistência, dedicação e consequência.

* Fernão Bracher, fundador do Itaú BBA. É presidente do Conselho do Instituto Acaia, membro do Conselho do Todos pela Educação (TPE) e do Parceiros da Educação e ex-presidente do Itaú BBA.
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Artigo publicado no Valor Econômico em 18/06/2018.  


O ensino técnico e o ensino médio: o desafio da implementação2018
Por Fernão Bracher*

O ensino básico no Brasil se faz ao longo de 14 anos.  Esse é o período durante o qual o Estado brasileiro entende que deve dar aos seus cidadãos educação.  Durante esse período o ensino é obrigatório e o Estado o fornece gratuitamente.

Ha ainda os três primeiros anos de vida cujo atendimento é feito em creches ou centros de educação infantil (dos 0 aos 3 anos) e o estudo universitário.  Esses dois segmentos não são obrigatórios.

Esse período de 14 anos é no qual a maioria dos países se sente obrigado para com os seus cidadãos.  Depois dele, por volta dos 17/18 anos de idade, a formação básica intelectual e social entende-se por dada e o cidadão está preparado para, por si, continuar seus estudos, iniciar o seu trabalho, constituir família, participar ativamente da sociedade.

A escola junto com a família é o lugar onde as pessoas se formam, aprendem a viver em sociedade e preparam-se para serem livres, isto é, decidirem sobre o seu destino. Para muitos, a escola é o principal lugar onde ocorrem estas aprendizagens de forma intencional.

Nós, no Brasil, apesar do ensino obrigatório constar das nossas constituições desde 1946 demoramos para termos salas de aulas para todos os alunos – e ainda não temos todos os alunos nas salas de aula (cerca de 2,5 milhões de crianças e jovens de 4 a 17 anos estão fora da escola).  Também demoramos para ter um currículo comum (diretriz básica de o que deveria ser ensinado ao longo desses 14 anos).

Desde a década de 1990 consideramos termos salas de aulas para todos os alunos.  E, a partir deste ano, temos para todo o país um currículo básico de educação infantil e ensino fundamental, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) – e esperamos que para o ensino médio tenhamos a BNCC em 2019.

Para a administração e implementação do ensino o sistema estatal dividiu-se em responsabilidade dos municípios da educação infantil ao fim do fundamental (antigo primário e ginásio idade aproximada 14/15 anos), ensino médio (antigo colegial, aproximadamente 17/18 anos) responsabilidade dos Estados, curso universitário, responsabilidade da União –  O ensino fundamental não está ainda inteiramente municipalizado e apenas o Ceará tem 100% de seu ensino fundamental sob responsabilidade dos municípios.

Todas essas instâncias do governo atuam de forma articulada com o Ministério da Educação, que tem também importante função na distribuição de outras verbas.

No nosso país a preocupação com a educação começou tarde.  Estamos avançando razoavelmente para recuperarmos esse atraso.  Como indicado hoje temos escolas para todos os alunos (ainda que haja alunos fora da escola que precisam ser integrados ou reintegrados a ela) e logo teremos a nossa Base Nacional Comum Curricular para toda a educação obrigatória.  O analfabetismo que era 25,9% da população com mais de 15 anos em 1980 hoje estima-se estar em 9,6% (censo de 2010). São avanços importantes!

Grandes problemas ainda há, porém, em boa parte já levantados e com razoável consenso sobre os mesmos. Ainda há pouco, na década de 90, discutia-se no país a conveniência ou não de avaliações.  Hoje essa é uma questão vencida e não só participamos como dominamos a técnica da estrutura das provas. Também é questão pacífica a necessidade de aumento na remuneração dos professores, bem como maiores esforços direcionados à sua formação.  Estamos conseguindo avançar também na expansão do ensino integral que amplia o tempo de aprendizagem dos alunos e deverá ser importante instrumento para permitir a cada aluno ser colocado na sua serie.

Por outro lado, é preocupante a queda nas matrículas e nas frequências encontradas entre o ensino médio e fundamental e no próprio ensino médio.

Dos nossos jovens após o estudo obrigatório, apenas 18% (18 a 24 anos) estão em cursos universitários. Para os 82% que terminaram o ensino médio não tem o Estado um programa para prepará-los para uma atividade inserida no contexto social.

O Plano Nacional de Educação estabelece como meta para 2024 que a percentagem da população acadêmica passe dos 18% atuais para 33%.  Como objetivo parece correto. Aliás essa é aproximadamente a porcentagem que se encontra nos países da OECD.

Temos é que nos perguntar:  hoje dos 18% ou amanhã dos 33% que apoio damos aos 82 ou 67% restantes?

Estes todos, diante do mundo do trabalho tem que ser mais ou menos autodidatas.  Há as escolas técnicas federais, algumas redes estaduais, o sistema S (Senai, Senac, Senar, Sescoop, Senat, Sebrae) e algumas escolas particulares especializadas. Porém isso de longe não é suficiente para atender a demanda.

Aí é que se coloca o acerto da atual reforma do ensino médio (antigo colegial).  Atualmente temos um ensino médio com 2.400 horas e todas as 13 disciplinas obrigatórias para todos, sem possibilidade de flexibilização.

Na reforma se prevê que haverá primeiro, aumento de horas, de 2.400 para 3.000 horas, o que é excelente. Dentro disso, a BNCC cobrirá 1800 horas e a flexibilização será realizada nas outras 1.200 horas com itinerários de escolha dos alunos, tanto acadêmicos como de formação profissional – estes, podendo envolver desde cursos técnicos a cursos profissionalizantes, de curta duração.

Dessa forma os alunos que terminarem o ensino médio poderão optar por achar emprego imediato ou seguirem formação universitária ou ambos.

É um enorme passo adiante que estamos dando, possibilitando que os nossos alunos, ao terminarem 14 anos de estudo, possam ter escolhas.

Esta opção responde também aos estudantes, que necessitam trabalhar durante o ensino médio, permitindo que possam escolher atividades mais qualificadas e, portanto, melhor remuneradas.

A implementação dessa reforma implica em um trabalho colossal.  Além de novos currículos a serem feitos, criação de novas matérias, novas instalações, formação de professores e revisão de planos de carreira, etc. os estados terão a tarefa e o desafio de planejar estas mudanças, tendo como ponto de partida a organização de um bom diagnóstico de suas redes para definirem por onde começar, ou por implementação gradual ou por todas as escolas.

A escolha dos cursos técnicos profissionalizantes deverá simultaneamente responder ao interesse dos alunos e à perspectiva de empregabilidade, o que exigirá a disposição ao diálogo tanto com o corpo discente como com o setor produtivo.

A proposta dos itinerários acadêmicos poderá ser feita a partir de projetos de pesquisa e aprofundamento que aprimorem o espirito científico, artístico e crítico dos alunos.

Tudo isso e mais alguma coisa só será implementado se houver vontade, convicção e entusiasmo. Alguns estados já vêm se adiantando e preparando para implementar estas mudanças, mostrando que há o desejo por acertar. Como é para o bem do Brasil e dos brasileiros, esperamos que haja esse impulso.

* Fernão Bracher, fundador do BBA
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Artigo publicado no Valor Econômico em 16/02/2018.


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