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03 de maio DE 2021

Youth Voices Brasil discute a empregabilidade da juventude brasileira em live

No debate virtual foi lançada cartilha inédita sobre a exclusão dos jovens do mercado de trabalho

Os jovens brasileiros de 15 a 29 anos representam quase 1/3 da população economicamente ativa. Mas apesar de serem uma parte significativa da população, 54% deles estão desocupados, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2019.

A baixa empregabilidade da juventude brasileira e os desafios para mudar esta realidade foram temas do evento 'Juventude Empregada: ideias em ação', da rede Conexões Youth Voices Brasil, iniciativa independente apoiada pelo Banco Mundial no Brasil e Y2Y, no dia 30 de abril, às 10h. Durante a transmissão, ocorreu o lançamento da cartilha “Juventude Empregada: Evidências e Práticas”, com um diagnóstico do tema.

O evento contou com as participações de Ana Inoue, superintendente do Itaú Educação e Trabalho; Rafaela Camaraense, secretária Executiva da Juventude do Governo da Paraíba; e Ramirez Lopes, coordenador de Políticas para Juventude da Prefeitura de São Paulo, em uma troca de visões e experiências sobre empregabilidade jovem no Brasil.

Ana Inoue abriu o debate falando da atuação do Itaú Educação e Trabalho. “A nossa preocupação está centrada nas oportunidades de inserção social e mobilidade que o Brasil oferece para os jovens. É a partir desse olhar que definimos a nossa estratégia de atuação, considerando que o País tem uma população enorme de jovens e o grande caminho de profissionalização é pela universidade. Só que o ensino superior brasileiro tem vaga para apenas 20% dos jovens, ou seja, qual o plano para os 80% que não terão oportunidades?”, questiona Ana Inoue.

Diante dessa radiografia, a atuação do IET está direcionada ao apoio de políticas públicas das secretarias de educação. Ana lembra que a formação para o mundo do trabalho está prevista na Constituição e no Plano Nacional de Educação Profissional, porém não é efetiva. “80% dos jovens brasileiros vão sair do Ensino Médio sem nenhuma formação ou preparação para o mundo do trabalho. E desses 80% que sairão sem qualquer formação, boa parte acaba tendo contato com um trabalho precário e não qualificado”, reforça.

Rafaela Camaraense, Secretária Executiva da Juventude do Governo da Paraíba, concorda que a dificuldade de iniciação profissional dos jovens é uma realidade nacional e destaca o programa Primeira Chance, de incentivo à construção de estágios, aprendizagem e iniciação prática profissional realizado no Estado. “O programa faz a transição entre o aluno e o mercado de trabalho e, nesta linha, já está em curso o desenvolvimento de outros projetos voltados a explorar as potencialidades das microrregiões da Paraíba, levando conhecimento aos jovens”, pontua a secretária executiva.

Coordenador de Políticas para Juventude da Prefeitura de São Paulo, Ramirez Lopes, que também integrou o debate, chamou atenção para um levantamento do GOYN SP (Global Opportunity Youth Network) que aponta que dos 2,7 milhões de jovens na cidade de São Paulo, cerca de 750 mil são jovens potências. “São jovens que estão desempregados, que vivem nos extremos e nas periferias da cidade, e para os quais é preciso direcionar ações para tentar diminuir a exclusão produtiva em que estão. Uma dessas ações desenvolvidas é o Teia, voltado à criação de coworkings públicos na capital para que empreendedores possam desenvolver suas empresas e projetos”, reforça o coordenador.

Quer saber mais sobre o tema? Acesse a cartilha e fique por dentro do diagnóstico acerca da inclusão produtiva da juventude no país.

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