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19 de OUTUbro DE 2021

Os números da docência de EPT no país

Maioria dos professores de EPT de nível médio atua nas redes estaduais de ensino

O Dia do Professor, celebrado na última sexta-feira, 15, levanta importantes reflexões acerca da importância que o docente representa para os estudantes, com comprometimento e ações que visam propiciar transformações permanentes na vida desses jovens.

Em referência à data, o Itaú Educação e Trabalho traz alguns dados relevantes sobre o cenário da docência de EPT de nível médio, atuantes em escolas públicas no país, que somam quase 98 mil professores, segundo o Censo Escolar 2020. Número que tende a crescer, com a oferta de cursos desta modalidade a milhões de jovens que estudam no Ensino Médio, podendo demandar mais docentes do campo profissional e técnico.

Taynara Branco Filha, de 25 anos, atua como professora de EPT desde 2018 na rede estadual paraibana. Ela é ex-aluna da modalidade, com formação em manutenção de computadores e hoje, graduada pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) em ciências contábeis, ministra aulas nos cursos de administração e de informática na Ecit Deputado Genival Matias, em Juazeirinho (PB). Assim como Taynara, a maioria dos professores de EPT atua em escolas estaduais, representando 63,44%. Na rede federal, somam 34,27%, e apenas 2,29%, nas redes municipais.

Ainda neste mesmo cenário, 60,91% são concursados (efetivos/estáveis), 11,26% atuam em regime CLT e 27,29% possuem vínculos de contrato temporário.


Para a professora Taynara, lecionar no ensino técnico aumenta cada vez mais o seu desenvolvimento como docente. "Ser professor de EPT é transformar vidas. É formar um profissional para além do mercado de trabalho, ajudando na criação de uma sociedade mais justa e mostrando aos estudantes um universo de princípios e de possibilidades”.  

Parte desse desenvolvimento se reflete no nível de escolaridade dos profissionais de EPT. Os números do Censo mostram que os professores da rede federal são os que somam mais títulos de qualificação, com 40,59% em mestrado, 33,03% possuem especialização e 12,54%, doutorado. Já nas redes estaduais 51,55% têm especialização e 43,39% não possuem pós-graduação. Taynara está entre as pós-graduandas e reconhece ser primordial investir na capacitação profissional, e, também, em cursos de especialização em docência.

Mesmo os mais especializados acabaram tendo que se reinventar com o advento da pandemia. Sobre este assunto, Taynara reconhece que os desafios enfrentados para manter o interesse dos jovens nas aulas não presenciais foram muitos, mas também geraram aprendizados valiosos, uma vez que elevou seu nível de empatia com os demais colegas de profissão. “Muitos docentes não dominavam as tecnologias e precisaram aprender isso rapidamente. Agimos coletivamente para criar materiais atraentes para os alunos, tendo em vista o ensino remoto. Foi um enorme aprendizado”.

O esforço e compromisso dos professores e professoras, mesmo diante de um cenário tão desafiador, nos mostra a necessidade de continuarmos avançando nas discussões em torno de políticas públicas de valorização docente que considerem a formação inicial e continuada destes profissionais.

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