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31 de maio DE 2021

Nova rota com a educação profissional

Para se alinhar às inovações pós-pandemia, Brasil precisa de ensino técnico atualizado e em larga escala

Por Laércio Cosentino

A importância de um ensino técnico em larga escala no Brasil é tema de artigo do jornal Valor Econômico, em 25 de maio. Na análise, Laércio Cosentino, fundador e presidente do Conselho da TOTVS, chama atenção para os impactos da transformação digital nos negócios e a necessidade de o Brasil apostar na educação profissional como forma de preparar a juventude para ocupar as novas oportunidades do mundo do trabalho.

Cosentino destaca que, assim como China, Coréia do Sul e Índia, o Brasil pode e tem condições reais de competir em escala, mas que a competitividade brasileira está diretamente ligada à necessidade da revisão do papel e da importância da educação profissional e tecnológica como mola propulsora, o que exigirá uma preparação à altura da juventude brasileira para ocupar as novas oportunidades de trabalho na velocidade dessa mudança.

O autor também chama atenção para outro ponto importante: a escassez de jovens atualizados às demandas do mercado de trabalho, um problema atrelado à pouca atenção histórica dedicada à Educação Profissional e Tecnológica (EPT) e à situação dos cursos técnicos – muitos defasados ou que não levam em conta às reais necessidades do setor produtivo.

Destaques do artigo

O uso da tecnologia e da conexão digital encurtaram as distâncias entre as pessoas, romperam barreiras e criaram oportunidades de trabalho;

No meio do caminho, uma pandemia tomou conta do planeta, ceifando milhares de vidas, levando o caos a diversos setores da economia mundial e obrigando governos e empresas a acelerarem a transformação digital;

O vírus antecipou o debate sobre novos tipos e formas de trabalho e a revisão do modelo e oferta de educação profissional. Quem não se ajustar a essa mudança terá dificuldades de crescimento e competição;

O Brasil tem condições de competir e prosperar. Mas precisará de uma formação à altura, que passa pela preparação adequada da juventude para esse novo momento mundial;

No Índice de competitividade Global 2019, ocupamos apenas a 71ª posição. A escassez de jovens preparados se deve à pouca atenção à Educação Profissional e Tecnológica (EPT). Esse cenário é um obstáculo para a retomada econômica pós-pandemia;

A resposta para mudar esse quadro: criar um ecossistema colaborativo entre a iniciativa privada, governo e o sistema educacional. Empresas devem ter um papel mais significativo na educação profissional, colaborando na construção de currículos, treinamentos e recrutamentos. Investir em qualificação é um pilar fundamental para produtividade.

Laércio Cosentino
fundador e presidente do Conselho da TOTVS

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