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05 de JULHO DE 2021

Depois de viajar pelo continente europeu, Oceania e América do Norte, a série EPT no mundo chega a Singapura!

No país asiático, o sistema educacional é pautado na meritocracia e exige experiência profissional comprovada dos professores

Centro financeiro global e mundialmente conhecido pelo sistema educacional progressivo, Singapura tem um sistema de ensino dividido em pré-escola, primário (anos iniciais), secundário (anos finais) e pós secundário (que contempla ensino médio e universidade). Oferecida pelo governo, a educação é obrigatória no ensino primário e no secundário, em que o aluno pode optar pelo modelo Express, Normal Acadêmico ou Normal Técnico, e os pais podem ser indiciados criminalmente caso não garantam a frequência de seus filhos.  
   
No passado, imperava no país certo preconceito com os estudantes que trilhavam uma jornada no ensino vocacional. Para enfrentar esse estigma, o governo reformulou o ensino técnico e criou o Institute for Technical Education (ITE), um centro de referência na modalidade. Assim, os estudantes que terminam o ensino secundário e não querem ou não atingem as notas necessárias para entrar nas Junior Colleges, podem ingressar nos cursos de nível médio do instituto. Depois de finalizados, conseguem ingressar nas Politécnicas (curso superior técnico) ou na Universidade (caso tenham desempenho satisfatório).
 
Uma das grandes conquistas de Singapura foi desenvolver um ensino básico obrigatório de qualidade, que proporcionou o desenvolvimento de uma educação profissional e tecnológica de excelência. Entretanto, um dos desafios do país é que muitos adultos que estão no mercado de trabalho não têm as formações necessárias, já que a evolução educacional do país é recente - sua independência data de 1965 e, desde então, é que o país começou seu processo de reestruturação. Além disso, os imigrantes compõem uma grande parcela da população e não tiveram as mesmas oportunidades educacionais.

Como solução, o governo propôs um modelo de formação para todos os indivíduos do país, contemplando os profissionais que já atuam no setor produtivo por meio de diversas iniciativas, entre elas: a criação de duas agências que trabalham em conjunto (SkillsFuture e Workforce Singapore), sob tutela do Ministério da Educação e do Trabalho; a oferta de programas para incentivar o aprendizado ao longo da vida; o incentivo e a regulamentação de agências de formações privadas; a concessão de crédito de 500 dólares para a qualificação do estudante (SkillsFuture Credits), com maior incentivo para o cidadão entre 40 e 50 anos, além do empenho para que empregadores invistam na formação dos empregados.

O setor produtivo também tem grande influência na oferta ou na construção dos cursos técnicos. Para isso, são realizadas pesquisas sobre quais cursos têm maior empregabilidade para oferta e quais são as competências necessárias a serem desenvolvidas, além de benchmarkings com as melhores práticas do mercado e atuação junto com equipes de recrutamento para auxiliar no processo de alocação profissional. E todos os professores precisam ter experiência. Outro ponto positivo é que há uma oferta de fundos para que as empresas possam auxiliar financeiramente na qualificação dos seus empregados.

O sistema de avaliação de estudantes da Educação Profissional e Tecnológica (EPT) em Singapura pode ser considerado descentralizado, já que cada escola promove seu modelo levando em consideração os parâmetros estabelecidos nacionalmente.

Se interessou pelo case de Singapura? Acesse a pesquisa elaborada pelo Itaú Educação e Trabalho.

A série também está no LinkedIn.

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