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19 de ABRIL DE 2021

BNCC e Novo Ensino Médio

As avaliações e o alinhamento à BNCC foram temas de transmissão do Movimento pela Base

O Movimento pela Base realizou, no dia 15 de março, às 14h (horário de Brasília), mais uma transmissão do “BNCC e Novo Ensino Médio ao Vivo” - série de vídeos transmitidos mensalmente nos canais do Youtube e Facebook do Movimento pela Base. As avaliações e o alinhamento à BNCC (Base Nacional Comum Curricular) foram temas do debate, que contou com a participação de Maria Helena Guimarães de Castro, presidente da Associação Brasileira de Avaliação Educacional (Abave), e de Ernesto Martins Faria, diretor do Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional).

No centro da discussão um tema em destaque: a aplicação do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), conjunto de avaliações externas em larga escala, que permite ao Inep realizar um diagnóstico da educação básica e de fatores que podem interferir no desempenho do estudante, previsto para ser realizado em 2021.

Por conta da pandemia, a Abave (Associação Brasileira de Avaliação Educacional) enviou uma carta ao MEC ressaltando a importância de se fazer um Saeb amostral no final do ano, movimento que recebeu adesão do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), da Comissão de Educação do Congresso Nacional, do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação, da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e do Conselho Nacional de Educação. Ou seja, as principais instituições ligadas à educação.

“Nós entendemos que é impossível fazer qualquer avaliação externa censitária este ano e que, qualquer avaliação neste sentido, seria arriscada e injusta. Então, elaboramos uma proposta para o Inep solicitando a possibilidade de fazer um Saeb amostral, entre outubro e novembro, uma amostra representativa entre 200 e 250 mil alunos, no máximo, desde que as escolas tenham voltado ao presencial e seja possível realizar essa amostra. Nós entendemos que é possível, sim, uma vez que os profissionais da educação já estão no grupo prioritário da vacinação e muitas escolas começam a retornar”, explica Maria Helena Guimarães de Castro.

Nessa linha, “propusemos também a aplicação de um questionário para identificar as condições de ensino e aprendizagem dos estudantes e de trabalho dos professores em 2020/2021. Um questionário semelhante ao preparado pelo Pisa para levantar as características e os problemas que afetaram os alunos desde o início da pandemia”, reforça.

Para Maria Helena, com essa avaliação amostral seria possível fazer uma análise de todos os fatores que interferiram no aprendizado. E com a proposta que o resultado dessa avaliação seja divulgado em 2022, sem identificar a escola, seria viável uma avaliação sólida e com condições de trazer evidências que possam orientar políticas públicas a partir do próximo ano para o enfrentamento das desigualdades que se aprofundaram durante a pandemia.

Segundo Ernesto Martins Faria, Diretor-executivo do Iede, as avaliações devem nortear o trabalho educacional e as políticas públicas. “A gente tem de pensar a lógica da avaliação além da avaliação em si, olhando para como a gente avalia o sistema e as necessidades do sistema. Daí a importância de se avaliar a aprendizagem e os fatores que influenciam os alunos a chegarem a um bom nível e que influenciam o bem-estar dos professores. Então, a gente precisa de um diagnóstico qualificado para tomar uma decisão e as avaliações servem para sinalizar como está a situação nacional, orientando a política pública, o reforço escolar e a formação de professores”, reforça.

A série histórica dá um norte da evolução que o município e as escolas tiveram desde a criação dos indicadores do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) que utiliza os dados do Saeb. Assim, para Ernesto Faria, “é preciso olhar para as metas, mas também para como estão os indicadores, e olhar os componentes em separado. Não só o Ideb, mas cada componente de aprendizagem e os indicadores de aprovação, e tentar ir mais a fundo e pensar o significado disso”, concluí.

Para acompanhar a discussão, acesse a transmissão pelo Facebook ou pelo Youtube

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