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18 de MARÇO DE 2021

Quintas da EPT: cursos técnicos como estratégia de universalização do ensino médio

Projeto do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) propõe uma série de Seminários Técnicos em Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) deu início, na quinta-feira (18), às 10h, às Quintas da EPT, um conjunto de Seminários Técnicos em Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica. Os eventos serão realizados sempre às quintas-feiras, por meio do canal do Inep no Youtube.

Nas transmissões, os estudos do livro ‘Avaliação da Educação Profissional e Tecnológica - um campo em construção’ serão apresentados diretamente pelos autores.

O primeiro estudo apresentado aborda os cursos técnicos articulados como estratégia de universalização do ensino médio e ampliação da qualidade, de autoria dos pesquisadores de Carreira do INEP: Ana Elizabeth M. de Albuquerque; Gustavo Henrique Moraes; Robson dos Santos; e Susiane de Santana M. O. da Silva.

Para Ana de Albuquerque, o Ensino Médio articulado à EPT é uma alternativa viável para a expansão da educação profissional, a elevação da escolaridade e a universalização da educação básica. "Como sabemos, a educação não está universalizada no País. 38% das pessoas não possuem ao menos o Ensino Fundamental completo, por exemplo. A situação ficou ainda mais visível quando a pandemia chegou ao Brasil. Conseguimos notar que grande parte da população não possui uma inserção formal no mercado de trabalho e teve de recorrer ao auxílio emergencial. Para mudar o cenário, há a extrema importância de aliar os cursos técnicos ao Ensino Médio e à Formação Profissional para alcançarmos as nossas metas. Temos um caminho propício para a universalização da boa educação básica!", diz.  

Apesar da relevância do tema, segundo Gustavo Moraes, nossos índices de formação profissional no Brasil ainda são muito baixos. Não há a devida valorização, como demonstram outros países. "A média da OCDE ao redor do mundo demonstra que 43% dos jovens, de 15 a 19 anos, nos países membros estão na escola e fazem cursos de formação profissional. No Brasil, são apenas 8%. A partir dos 25 anos, o mundo começa a apostar ainda mais na modalidade. No Brasil, o número sobe para apenas 14%. Estamos muito aquém do que a experiência mundial nos mostra e do que devemos fazer para formar profissionais completos", explica.

Para Susiane de Santana, a pandemia exacerbou muitas questões sociais. No âmbito da educação, o alto percentual da população com mais de 25 anos que não atinge nem 50% da educação básica tem chamado muita atenção. "Sentimos a necessidade do fortalecimento de uma estratégia para reter o aluno, que conclua o Ensino Básico com qualidade. Um dos fatores associados ao abandono é a necessidade de trabalhar. Então, fortalecendo uma educação básica sólida, que aponte caminhos de trabalho viáveis, vamos favorecer para transformar este cenário. Precisamos demonstrar que conclusão estimula o sucesso da inclusão laboral. Os cursos técnicos são as respostas para isso!", afirma.

Confira a discussão na íntegra

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